3 de mar de 2009

Viva Panama!

Bom, pois é,....tudo que é bom parece passar mais rápido, e alguma hora tem que acabar,....
Ficamos muito tempo sem postar nada, por estarmos, ou sem internet, ou tendo coisas muito melhores pra fazer, é claro. Os últimos dias foram de sol e chuva, mas de qualquer forma ótimos. Conhecemos o doutor Wlad e o Pedro, que nos acompanharam em alucinados passeios de barco até carenero, dumpers, nas fotos abaixo e secret spots, guiados por Luis, da pousada Doña Mara, que em seu restaurante serve os melhores frutos do mar, vale acrescentar, cangrejos, camarones e langosta. Essas trips de barco ofereceram a ótima oportunidade de fotografar de perto o pessoal surfando. Pra mim foi uma experiência muito feliz, já que normalmente não tenho a oportunidade de vivenciar o que ocorre no outside, pois estou sempre na praia, então pude ouvir e ver mais de perto, quase como se eu estivesse surfando, o que infelizmente não faço. Vale dizer que a experiência gera boas risadas, ao menos, e ótimas fotos, sem contar no friozinho na barriga gerado pelo movimento de barco Viking a cada onda que parece prestes a quebrar em cima do barco. Nosso manejador Panthe foi muito eficiente e simpático, e eu adorei poder ficar na ponta do barco e ainda poder trocar minhas fotos por lagostas, camarões e passion fruit margaritas (ótimas na Doña Mara também, por sinal). Conhecemos David e Heidi da Califórnia, de quem tenho fotos de uma bela sequência de sua única onda, da qual a queda fez com que Heidi batesse no fundo de coral e tivesse um belo hematona no braço, digno de foto. Fumamos um charuto Cohiba, cubano, coisa fina, uma delícia, haha. Partimos de Bocas, com a sensação de pesadelo, quando se vai embora antes da hora, rumo a Panama City, com a companhia de Freek, nosso amigo Holandes. Uma viagem de 10 horas que se fez em 9, provocando insônia no Gão. Chegamos as 4 da madruga no terminal e fomos a pousada Amador Familiar. U$25, café da manhã muito bom, pertinho do terminal, ótimo atendimento, frigobar, tv, ventilador (com ar seria U$30). Visitamos o Albrook Mall, com toda a calma do mundo, certos de que no outro dia(martes carnaval) poderíamos voltar. Uma hora antes de fechar o mall, descobrimos que seria feriado, todo cerrado, e corremos feito loucos, deixando muita coisa pra trás.
Na terça de carnaval fizemos um tour por Causeway, levados por um simpático vovô, Juan, que mora na frente da pousada e é casado com um cubana (parecia ser sua filha). Visitamos Casco Viejo, muito bonito, tudo antigo, ruinas, muitas lojas de souvenirs (uma delas, que mais tarde posto o nome, ofereceu excelente atendimento, cafezinho muito bom e muita simpatia) e muitas indiazinhas mercenárias querendo um dollar por foto que se tira delas. Muitos artistas nas ruas, tocando, fazendo pinturas de aquarela, e policia por todo o lado. Conhecemos alguns da escolta presidencial, ja que o presidente fica por ali, que no guiaram e nos mostraram belos lugares. 
KFC por todo lado e nos obrigamos a comer por lá, presas de pollo. Mal tivemos oportunidade de comprar nosso pegamos contrabando de pimentas, no super 99 as coisas são difíceis de ser encontradas e nos contentamos com nosso bom e velho baturro. Viva Panama. Espero um dia poder voltar mais uma vez!

27 de fev de 2009

Back to Panama, waves, waves,waves











Estou sem palavras e tão cansado que nem consigo escrever. Vou postar algumas fotos do pico de Carenero quebrando CLÁSSICO e de um secret a la Pipe.
na sequencia atualizamos o conteúdo.
beijo para todos e fiquem em paz.

20 de fev de 2009

a Máquina nÃo ParA.



Depois da semana da tempestade em que estávamos aqui em Bocas, mais precisamente na Isla Bastimentos, fomos para Puerto Viejo que fica localizada logo após a fronteira com a Costa Rica. O principal motivo que nos dizia para pegar a estrada, ou aqui no arquipélago, os barcos, era pegar um sol mais constante e conhecer a região de Manzanillo, para fazer um snoklei e relaxar no calor do sol caribenho.
Eu, tinha um motivo muito particular, que era surfar a onda de Salsa Brava, que para qualquer surfista que não está acostumado a surfar ondas fortes e tubulares, sob uma bancada relativamente rasa de corais, cada seção se torna um desafio.
As ondas estavam boas no 3 primeiros dias, mas não perfeitas, essa ondulação que entrou na semana passada foi muito forte, porém desalinhada, o que em alguns momentos tornava a onda ainda mais cabulosa. Surfei bastante os 2 primeiros dias, mas estava muito difícil, primeiro pelo crowd que a cada ano está maior nessa onda, segundo pela direção e força do swell, mas sempre proporcionando boms momentos.
A ondulação que atinge essa região é a mesma que atinge as bancadas das ilhas onde estávamos no Panama, então se lá tem onda é certo que aqui também.
O que é interessante é que a ondulação entra aqui sempre vinda por uma frente fria ou uma baixa pressão, igual como no Brasil que são ondulações com um bom tamanho, porém de baixo período. Período é o intervalo entre um vagalhão e outro, é como jogar uma pedra em uma bacia e ver aquele balanço, o intervalo entre esse balanço é definido como período, que no oceano quanto maior, melhor trazendo ondas mais alinhadas, com mais força e forma.
No Oceano Pacífico o período sempre é maior, com ondulações que viajam por milhares de milhas e encontram a costa, proporcionando ondas longas e perfeitas.
Escolhemos por surfar o caríbe porque nessa época do ano é constante as tempestades nessa região, o que nos dá a certeza de ondas.


19 de fev de 2009

Fora do ar!



Like James parker said "it was raining cats and dogs", so we decided to move to Porto Viejo.
Chovia tanto aqui em Bocas, mas tava muito legal, pois a gente teve um tempo legal com Rob e os Canadenses. Comemos bread fruit, frita, que o Ron preparou (ele também me passou uma receita de butter pra fazer cookies, que é muito louca). Fomos ao outro lado da ilha Bastimentos e batizei uma mini ilha com meu nome. Juliana's island. Um paraíso, bem escondido e tem até um coqueiro! Aí como Rob ia a Porto Viejo, e Ron e Cathy iam pra Costa do Pacífico, e como eu não aguentava mais chuva, decidimos ir junto com Rob. Cruzamos a fronteira já com muito sol, muito calor e fomos direto pra pousada chamada Guaraná, que eu sempre tinha vontade de ficar. O lugar é muito legal, muito bonito, tem uma casa na árvore que de tão alta, na metade do caminho desisti com medo de não conseguir descer. Não pudemos ficar mais que uma noite na Guaraná por causa de reservas e mudamos de lugar mais duas vezes até encontrar uma pousada de dois alemães, muito legal, barata, com cozinha, bem bonito e vazio. Lá conhecemos Veronique do canadá e Freek, da Holanda. Alugamos bicicletas e fomos a Manzanillo, parando em Punta Uva no caminho, o que vale muito a pena, o problema é a buraqueira das partes sem asfalto, o cóccix fica moído e a coluna também já que se leva em média 1h e 20 min até lá, mas vale muito a pena. É um paraíso, com piscinas naturais, ótimo pra snorkel, não tem areia, só conchas, inteiras, e trituradas, é divino. Mergulhando o Gão achou uma lagosta e se ele tivesse uma faca tinha metido na coitada, que no fim das contas era pequena, mas pelos bigodes, podia se dizer que era gigante. Vimos um paixe grande na beira que parecia um tubarão, pro meu desespero. Essa estrada que leva a Manzanillo é cercada de mata bem fechada, muito verde de árvores enormes e plantas gigantes que descem delas. A vantagem da bicicleta é que você acaba vendo coisas que o pessoal de carro e ônibus nem sonha. A cada barulho na mata, a dica é parar e prestar atenção,...vimos muitos macacos, que se desesperam quando passa um caminhão barulhento e começam a gritar. Eu, como sempre a procura de um bicho preguiça, fiz uma parada pra me certificar que havia algum e o Gão ficou me esperando mais a frente, quando ele olha pro acostamento ouço ele gritar, "Meu Deus!!!", vou até lá e me deparo com uma cobra e-n-o-r-m-e! Preta com verde, bem calma, passeando. Começamos a tirar fotos e quando ela se deu conta da nossa presença, endureceu o que posso chamar de pescoço, e disparou muito rápido, o que me causou um belo arrepio na espinha, já que estávamos muito perto, e na velocidade dela, não adianta correr, meu irmão!
Outro dia em Salsa Brava, o Gão foi ver o mar e eu fiquei na pousada, quando ele volta, pega a camera e sai correndo, "vamo logo, vamo!", e eu "o que?", nunca imaginava o que seria. "é uma coisa que tu quer muito ver!" Chegamos na beira da praia e tinha um bicho preguiça no chão, coisa mais querida. Bati um papo com ele e tudo. Fiquei muito feliz, pq eu queria tanto, mas nunca pensei que seria tão de perto. Só faltou a bendita iguana. Dois anos seguidos e nada. Umas meninas falaram que ouviram um barulho e um peso morto caiu de uma árvore, quando olharam, era uma iguana, mas a coitada não teve muito tempo pq diversos cães vieram e destroçaram ela, taí, por isso que só vejo cachorro por aqui.
Tivemos uma janta no aniver da Veronique, Pollo, pra variar, com barbecue sauce na churrasqueira, tava muito bom, o Gão que fez. Rob, engraçado como sempre, entre muitos "gréxious", "mañadas"e "cuba libras" fez a gente rir bastante. A despedida é sempre ruim, pois se conhece muita gente legal e as vezes, nunca mais se ve, mas pelo menos hoje em dia a comunicação é bem mais fácil.
No fim da estória Veronique e freek vieram conosco de volta pro Panamá e cá estamos, em bastimentos.
Ontem ficamos em Isla Colón, jantamos na Doña Mara, cangrejos e camarones, o que é maravilhoso, depois de muito frango, o maldito pollo, na Costa Rica, onde tem que ser muito rico mesmo pra comer algo diferente e ainda o pollo é caro, fomos na festa do Aqua Lounge, ladies free, enchi o latão de gin e tônica com limão, tava bombando. Tocou Akon, a música que eu gosto, Rihanna (imaginei a Fe aqui), dancei bastante, até o Gão, e tinha duas meninas de Israel também que chegaram com a gente.

10 de fev de 2009

Bastimentos

Agora estamos na ilha de Bastimentos, mas a chuva dá pouca trégua. Ontem ficou nublado e saiu um solzinho bem bom, deixando a esperança de que hoje seria ensolarado, mas não, infelizmente, tá nublado. O problema é que há tantos passeios e lugares pra ir, porém, pra valer a pena, precisa ter sol e nenhuma onda, pra então fazer snorkeling e tirar boas fotos. Essa é a foto da pousada em que estamos, Hostal batimentos. US16 por um quarto om ventilador, mas não usamos pq dormimos com a janela aberta, e o baño é compartilhado com outro quarto que ta sempre vazio. Tem uma vista bem legal, pois são quatro quartos que ficam no andar de cima. btem uma sacada com duas redes, é bem bacana.

Ontem a tardinha, fomos no "the point", que é uma ponta aqui em Bastimentos, tiramos umas fotos, e às vezes dá pra surfar lá, é uma direita que os locais surfam.
Encontramos o Rob, gringo de Oregan (que diz Grrréchios ao invés de gracias), muito louco, que tá aqui na pousada e ele nos convidou pra jantar com ele e dois canadenses (Ron e Cathy) num retaurante thailandês, e eu ja havia me planejado pra ir até o "up the hill", que é uma loja que vende coisas organicas e tem que subir o morro pra chegar lá e dizem ter uma vista legal e ele disse que esse restaurante ficava lá em cima também.
Bom, depois de subir, subir, subir, nos demos conta que o negócio é realmente UP the hill, pq chegamos no restaurante Thai e ainda faltava muito pra lojinha e desistimos, já que a lama é uma escorregação total.
Quando se chega no restaurante é de se embasbacar, o lugar é lindo demais, vale a pena a trilha lamacenta e escorregadia, é muito lindo, um vale, dá pra ver Carenero, e tem muitas preguiças por lá, que era meu sonho de ver, vi uma pequeninha, e realmente, é lento o bicho!
Sentamos numas mesinha com uma vista incrível, tomamos umas Balboas bem geladas, e a comida também tava boa, chicken teriaki e pad thai com amendoim por cima. A volta que foi meio sinistra pq já tava escuro e só o Ron tinha lanterna.

8 de fev de 2009

5 de fev de 2009

Isla Bastimentos...

Hoje resolvemos mudar nossa casa. 
Depois de acho que mais de 3 horas de surf, com as costas e os braços "moídos", carregamos as mochilas e as pranchas e viemos para uma ilha que fica um pouco mais para dentro do oceano, se comparada com a ilha Carenero que estávamos antes, que se chama Isla Bastimentos. Esta ilha se caracteriza pela população local local ser formada somente por negros, diferente das outras ilhas que tem sua população misturada entre negros, índios e as mais variadas misturas culturais que os anos vem procriando. Aqui tem algumas das praias mais famosas do arquipélago com a Red Frog Beach e Wizard Beach, que se tiver a condição certa é muito boa para o surf.
Ontem a tarde fui surfar em Carenero, como o tempo tava chuvoso e com muito vento, acabei caindo no mar sozinho. Entrei pela bancada caminhando e disparei na remada, passando a arrebentação quase chegando na ponta do morro, o que pode ser perigoso se não se está bem seguro. Quando cheguei la nas ondas, encostou um barco com 2 acho que Israelitas, pelo sotaque e pela língua  que falavam entre eles, fui bom porque eu ja estava até um pouco assustado, surfando  naquele mar sozinho. A chuva tava muito forte e as ondas quebrando com mais ou menos 2 metros na série, meio mexidas pelo vento forte, mas com uma parede incrível, abrindo muito e rolando ate ums boms tubos.
Hoje, depois de uma café bem reforçado, parti novamente até as ondas, esse caminho pode ser feito tanto a pé, quanto de barco, que é muito mais confortável, porém custa 1 dólar. Como a chuva não tem geito de parar, novamente não rolaram fotografias, mas o mar tava muito bom, com o mesmo tamanho de ontem, mas bem formado e na maré secando bem tubular. O problema esse ano tem sido o crowd (número de surfistas no line up), hoje tava horrível, não gosto nem de me lembrar, mas os natívos não estão mais tão amistosos com o turísmo crescente nas praias locais e o clima ta esquentando.
Peguei algumas ondas bem boas, mas fiquei com aquelas boas que tive que deixar para outro surfar, gravadas e perturbando meus pensamentos.
Então é isso galera, amanhã o surf promete novamente